Gutemberg Maciel

Artigos, contos e versos...

Textos

Bom Dia Flor do Dia!
Convertidos e Convertidas ao Senhor Jesus Cristo, “Vasos de Barro, Templo de Deus”.
Nesta 2ª Feira da 29ª Semana do TC e 1ª do Saltério a Igreja, plena do Espírito Santo, pelas Leituras nos leva a compreender o significado de: “A ORAÇÃO, CLAMOR QUE NASCE DA NOSSA POBREZA”, nos alertando:
Que só Deus, tem poder de cumprir o que prometeu, nós seu povo o testemunharemos por todos os séculos, pois a seu povo visitou, visita e visitará por todos os séculos dos séculos...;
Que bendigamos por todo nosso viver o Senhor Deus de Israel, seu povo, pois ele nos visitou e salvou, salva e salvará...;
Que não juntemos tesouros para mós mesmos, o façamos para que sejam usados por todos os que virão depois de nós... Reflitemos!
Conclusão: Sob um olhar católico, o texto “Convertidos e Convertidas ao Senhor Jesus Cristo, ‘Vasos de Barro, Templo de Deus’”, proposto para a 2ª feira da 29ª Semana do Tempo Comum, expressa uma profunda espiritualidade enraizada na humildade, confiança na Providência Divina e consciência da própria limitação humana diante do mistério da graça. Vamos à análise em três dimensões principais: bíblica, teológica e espiritual-pastoral. Na ‘Dimensão Bíblica’, a expressão “Vasos de barro” remete diretamente à Segunda Carta aos Coríntios (2Cor 4,7), onde São Paulo ensina: “Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que transpareça que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós.” Assim, a imagem recorda a fragilidade humana e a força divina que habita o crente. Somos frágeis, mas escolhidos por Deus para carregar seu tesouro — a graça, o Evangelho, o Espírito Santo, e a designação “Templo de Deus” (cf. 1Cor 3,16) reforça essa verdade: o cristão, pela fé e pelo batismo, é morada do Espírito Santo, consagrado para testemunhar a presença de Cristo no mundo. Já a liturgia, centrada no tema “A oração, clamor que nasce da nossa pobreza”, evoca também os Salmos e o Magnificat (Lc 1,46-55), quando Maria proclama que Deus “olhou para a humildade de sua serva”. A oração verdadeira nasce da consciência da própria pequenez e da confiança na misericórdia de Deus. Na ‘Dimensão Teológica’ O texto ressalta três verdades fundamentais da fé católica: Deus é fiel às suas promessas: “Só Deus tem poder de cumprir o que prometeu...” — ecoa a certeza da fidelidade divina expressa em toda a Escritura, desde Abraão até Cristo. A história da salvação é o testemunho contínuo de um Deus que “visita e salva o seu povo” (cf. Lc 1,68): A salvação é um acontecimento permanente:
Ao afirmar que Deus “nos visitou e salvou, salva e salvará”, o texto expressa uma visão escatológica e dinâmica da salvação. Cristo agiu, age e continuará agindo na história. É o mesmo mistério que celebramos na liturgia: memória viva e eficaz da ação redentora de Deus; O desapego e a partilha como frutos da conversão: “Que não juntemos tesouros para nós mesmos...” ecoa o Evangelho (Lc 12,33; Mt 6,19-21). A verdadeira conversão leva ao desapego dos bens terrenos e à solidariedade com as gerações futuras — uma espiritualidade que une fé e responsabilidade social, em sintonia com o ensinamento social da Igreja; A ‘Dimensão Espiritual e Pastoral’. A oração aqui é vista como clamor que brota da pobreza, isto é, de um coração humilde e consciente da própria dependência de Deus. Essa é a atitude dos “pobres em espírito” do Evangelho (Mt 5,3), que confiam inteiramente na Providência divina e ser “convertido ao Senhor Jesus Cristo” implica deixar-se transformar pela graça e reconhecer-se instrumento, não protagonista, da obra de Deus. O “vaso de barro” não se enaltece por si, mas pela luz que carrega...
Introdução aos Mistério Celebrado: Irmãos e Irmãs agora na alegria de estarmos plenos do Espírito da Verdade, abramos nossos corações e deixemos, que ele implante ali a semente do antídoto da ganância, para que não sejamos descaminhados do nosso objetivo de propagar o Reino...
Coleta: Deus eterno e todo poderoso, tornai-nos dispostos a obedecer, sempre á vossa vontade e a vos servir de coração sincero. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!
Gente fiquemos atentos para que não abandonemos as lições dos Santos e santas do Senhor Deus, deixando que o sentimento da ganância nos tome, a ponto de deturpar o nosso viver, nos tirando o título de filhos e filhas de Deus... Reflitemos!
gutapires
Enviado por gutapires em 20/10/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Site do Escritor criado por Recanto das Letras